Filme Fashion: Moulin Rouge – Amor em Vermelho

Escolhi iniciar essa coluna enfatizando uma refilmagem que desde sua estréia entrou para o rol dos clássicos: Moulin Rouge – Amor em Vermelho.
O longa foi rodado em  2001 pelo diretor australiano Baz Luhrmann. Este ano completa 10 anos e não demonstra sua idade pela qualidade técnica e computação gráfica utilizadas com maestria – principalmente pelo fato de ter sito rodado em estúdio.
Oscar de Melhor Figurino e Direção de Arte, o cenário e a fotografia enfatizam um romantismo digno da cidade da luz – mais conhecida como Paris -, tanto por fãs quanto por eternos casais apaixonados pelo mundo. O sucesso de crítica e público incentivou outros produtores a levar às telas, vários musicais em cartaz na Broadway, como “Chicago”, em 2003, que conquistou o Oscar de Melhor Filme em 2003, além de outras cinco estatuetas.
No caso de Moulin Rouge, a exceção fica por conta de não ser uma adaptação da Broadway, com elenco parcialmente formado por ingleses e australianos e ter sido filmado na Austrália.
A temática romântica, o visual arrojado e muito colorido também é marca do diretor que já rodou “Romeu e Julieta”, versão moderna.
A história tem outra diferença marcante porque que se passa numa França em reconstrução após a Revolução Francesa, mais precisamente em 1899, retratada fielmente, numa época cuja boemia era um estilo de vida marcado por grandes transformações, principalmente por intelectuais e artistas em sua maioria desprovidos de dinheiro. E era nesse cenário que casa de espetáculos, cujo nome dá título ao filme, reinava absoluta.
O protagonista Christian, vivido brilhantemente por Ewan McGregor, é um escritor em início de carreira, boêmio inveterado, que quer escrever sobre o amor, mas não acredita em sua existência. Isto até, é claro, se apaixonar pela linda cortesã e principal estrela da casa, Satine, interpretada por uma belíssima Nicole Kidman em sua melhor forma.
Não deu outra – a química entre os dois foi “Spectacular”! Com o perdão do trocadilho.

Nicole não só brilhou como uma verdadeira estrela no filme, mas também soltou a voz, para uma trilha sonora contemporânea impecável inclusive em duetos com Ewan MacGregor, o eterno cavaleiro Jedi de Guerra nas Estrelas, surpreendendo pela voz forte em diversos estilos musicais.
Moulin Rouge ajudou Nicole Kidman a dar a volta por cima, após o final de casamento com Tom Cruise, graças um suposto envolvimento dele com outra atriz. Fato que causou grande comoção no público acostumado à imagem do casal perfeito.
Talvez pelo carinho do público associado ao acerto nas escolhas de roteiros, que a bela tenha emplacado um sucesso no outro e eventualmente, receberia o prêmio máximo de sua carreira no cinema – o Oscar de melhor atriz por “As Horas”, em 2003.
A abertura das cortinas se dá com Nature Boy, bela canção interpretada por David Bowie, que inicia e finaliza o filme. (…)
(Colunista: Elaine Luze Neto)