‘Pretinho Básico’ é tema de exposição em Paris

Little Black Dress - Exposição
O Pretinho Básico é a estrela da exposição Little Black Dress, que acontece até 22 de setembro, no Centro Americano para Artes e Cultura Mona Bismarck, em Paris.
Criado pelo Savavannah College of Art and Design (SCAD, de Georgia (EUA), a mostra foi idealizada por André Leon Talley, colaborador da Vogue América e editor contribuinte da edição Russa da revista Numéro. Talley usou sua influência no high society americano, envolvendo nomes como Alicia Keys, Gwyneth Paltrow, Diana Ross, Serena e Venus Williams, Renée Zellweger, entre outras.
A exposição compreende aproximadamente 50 vestidos pretos. A maior parte criada por estilistas norte-americanos nos últimos 10 anos, como Tom Ford, Marc Jacobs, Chado Ralph Rucci, Diane Von Furstenburg, Prabal Gurung, entre outros.
Little Black Dress - Vestido Delphos de Mariano Fortuny - 1907
O exemplar mais antigo é um Mariano Fortuny de 1907 que, apesar de ter mais de 100 anos de idade, parece super atual. Outro destaque é o vestido-chemisier de renda usado pelo estilista Marc Jacobs no tradicional baile de gala do Metropolitan Museum de Nova York.
Entenda: até o início do século XX, o ‘vestido preto’ era reservado aos momentos de luto. Foi só nos anos 20, através de estilistas como Coco Chanel, que ele passou a fazer parte do guarda-roupa do dia a dia sendo elevado à categoria de chique. Atualmente é considerado a peça coringa para quem quer estar rapidamente bem vestida e elegante.
Little Black Dress - Mona Bismarck
Quem foi Mona Bismarck?
Mona foi considerada em 1933 a mulher mais bem vestida do mundo, sendo a primeira norte-americana a receber tal título. Ao longo de sua vida, foi fotografada por Cecil Beaton, pintada por Salvador Dali e citada em uma canção de Cole Porter. Diz a lenda que, quando o estilista espanhol radicado em Paris Cristóbal Balenciaga fechou seu ateliê em 1968, Mona não saiu do quarto num luto de três dias. Com sua morte em 1983, seu palacete e a maior parte de seu dinheiro foram doados para a criação do Centro que leva o seu nome. Seu principal objetivo é o fomento da amizade EUA/França através da arte e da cultura.
(Fontes: Conexão Paris | Magnolia Reverie | Museum Hopping | SCAD)