ART BASEL 2015 – Uma breve visita à maior feira de arte

Coluna assinada pela correspondente internacional Ana Paula Barros – direto de Basiléia (Suíça)
Nos dias 16 a 21 de Junho, a Basiléia, terceira maior cidade da Suíça e considerada a capital cultural do país, foi palco de uma grande exibição de arte moderna e contemporânea. A Art Basel aconteceu no pavilhão de exposições projetado pelo estrelado escritório suíço Herzog & De Meuron. A feira também terá edições em Miami (Dezembro/2015) e Hong Kong (Março/2016).
Em sua 45ª. edição, 284 galerias de 33 países foram selecionadas por um grupo de curadores, e exibiram os trabalhos de mais de quatro mil artistas. Entre pinturas, esculturas, gravuras, ilustrações, projeções e instalações de artistas emergentes e renomados, ainda foi possível encontrar obras-primas (à venda!)  dos mestres Marc Chagall, Max Ernst, Yves Klein, René Magritte, Pablo Picasso, Mark Rothko, entre outros muitos.
Os dois primeiros dias da exibição foram dedicados aos VIPs, colecionadores de arte e curadores de museus e galerias, bem como aos próprios artistas, quando aconteceram as negociações das obras. A cidade ficou agitada e a vida noturna ganhou brilho com as festas promovidas paralelamente ao evento. Uma presença constante foi a do ator Leonardo DiCaprio.
A mídia especializada ficou na expectativa para saber quais obras estavam sendo negociadas e, principalmente, seus valores. Foram divulgados alguns balanços dos resultados da feira e, neste ano, superaram as expectativas.
É um mercado altamente especulativo. Exceto pelos leilões, nos quais as quantias foram “testemunhadas”, as transações e negociações diretas, a portas fechadas, onde, por vezes, valores e compradores não foram revelados, geraram muita curiosidade no meio.
O evento transformou a rotina dos moradores: trânsito, público (este ano a estimativa foi de 98.000 visitantes – mais do que a metade do número de habitantes da cidade) e muitas intervenções artísticas na cidade. Porém, não foram todos os moradores que simpatizaram com toda essa movimentação: alguns torceram o nariz, sem disfarçar.
Minha visita esse ano não foi suficiente para cobrir a feira toda. Infelizmente, eu estava doente, mas não quis deixar de ir. Assim, fui “só para espiar”. Ano que vem tem mais!
Foram dois pavilhões reservados às galerias e mais alguns setores especiais, destacando-se:
– FEATURE: exposições individuais e/ou coletivas de artistas que possuem temáticas e estilos próximos;
– STATEMENTS: projetos recentes de artistas emergentes;
– PARCOURS: esculturas, intervenções e performances no centro histórico da cidade;
– EDITION: editores de obras em colaboração com artistas renomados;
– FILM: filmes biográficos e produções de artistas;
– MAGAZINES: estande com publicações de arte do mundo todo.
– UNLIMITED: esculturas e pinturas “out-size”, instalações em grandes escalas, projeções de vídeo e performances ao vivo. Obras que ultrapassam os limites dos estandes.
Confira aqui as fotos do pavilhão de galerias 2.0 e do setor Unlimited.