A Garota da Banda – A biografia de Kim Gordon por ela mesma

Coluna assinada pela Livreira Micaela Huertas – especial para o MONDO MODA

Em 2011 a banda Sonic Youth anunciou seu fim. Estavam em turnê e em nota disseram que com o fim do casamento dos fundadores, o vocalista Thurston Moore e a baixista Kim Gordon, não era possível mais manter a banda. Apesar disso, cumpririam a agenda de shows até o fim.
Em 30 anos de existência o Sonic Youth mudou a cara do rock e da música mundial. Não era punk, não era progressivo, não era pop. Tocando com duas guitarras, um baixo com distorção de guitarra, vocais divididos entre Thurston e Kim e, por vezes, com Lee Ranaldo (2ª guitarra), muitas distorções, letras próprias e músicas longas, a banda se tornou o símbolo musical que abriu espaço para outras como Hole, Nirvana e o rock 90’s.

A Garota da Banda da baixista do Sonic Youth Kim Gordon @ Acervo de Micaela Huertas

Após se recuperar da separação traumática, Kim decidiu escrever e contar a sua história. Ela foi da infância até o momento que culminou com o fim da banda.
O começo do livro é uma descrição visceral do último show da banda e é possível sentir sua dor pelos dois fins.
Sua escrita não perde em nada para sua música. É honesta, forte, desafiadora, criativa e selvagem. Kim não poupou sua família, seu ex, outros artistas. Contou suas histórias, passou suas impressões, expôs seu coração e, por tudo isso, é apaixonante.
Outro bom motivo para conferir o livro é que com a história do Sonic Youth também acabamos sabendo de episódios quando a banda produziu, tocou ou fez amizade com personagens históricos do rock e dos Estados Unidos, de Charles Mason à Kurt Cobain.

Micaela Huertas as Kim Gordon @ Acervo Pessoal

Sou apaixonada pelo Sonic Youth desde a primeira vez que ouvi uma música deles e tive a sorte de ver o último show, que foi no SWU em Paulínia. Lembro de sentir o corpo inteiro arrepiar quando eles entraram no palco. Estávamos todos ali concentrados esperando o começo do show que já estava atrasado e a organização resolve passar uma entrevista dos bastidores com a banda Fresno. Era pedir demais, a vaia foi enorme.
E o Sonic Youth não perdeu o time: entrou na mesma hora pulando e rasgando as guitarras. Fomos à loucura! Foi um dos melhores shows da minha vida e me emocionei muito ao ler o relato dela sobre esse show no livro. Com um pequeno detalhe que ela diz que foi em Itu, o que é um erro comum, até no Brasil ninguém lembra que a segunda edição do festival foi em Paulínia.

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