Homens usam joias desde a Idade das Pedras

Homens usam joias desde a Idade da Pedra. Eram feitas de presas, garras, veias e pele – exclusivamente materiais naturais. Refletiam o poder de seus donos e serviam como um sinal distintivo ou amuleto.

Eram tão importantes que ganhavam um status de Totem – sinal de um clã, um indicador da força de um guerreiro ou um desejo de ganhar a força de um animal para atacar um inimigo.

Homem com joias @ Reprodução

Quanto mais civilizada uma sociedade se tornava, mais importância ganhavam os acessórios, assim como os materiais para fabricá-los. Era raro encontrar mulheres adornadas com esses objetos, que eram mais comuns nos homens.

Para a nobreza, as joias se tornam um símbolo do poder de um monarca, um indicador de sua riqueza e o direito ao trono. Escavações no Egito e na Mesopotâmia demonstram isso claramente.

Para padres e xamãs, os acessórios tinham um significado sagrado. Eles acreditavam que uma forma e materiais específicos contribuíam para a conexão com a divindade, lhes dão poder e ajudam a pregar o culto. Isso era copiado entre as pessoas mais ricas.

Bracelete de James Dean @ Reprodução

Durante a Idade Média, os adereços eram bastante usados pela corte, principalmente pelos Reis, que preferiam joias feitas em ouro com várias pérolas. Naquela época, o significado era de conquista de terras, história da sua coragem e, assim como em todas as demais eras antigas, demonstração de poder e superioridade.

Em 1500, Peter Henlein fabricou o primeiro relógio de bolso na cidade de Nuremberg, na Alemanha. O relógio de pulso surgiu em 1814 pelo relojoeiro Abraham Louis Breguet por encomenda de Carolina Murat, irmã de Napoleão Bonaparte. Porém, foi o modelo criado por Antoni Patek e Adrien Phillippe, em 1868, que se tornou um popular adereço no guarda-roupa feminino.

Relógio de Peter Henlein @ Reprodução

No início do século XX, Santos Dumont pediu ao amigo Louis Cartier que lhe fizesse um relógio de pulso. O modelo era completado por uma pulseira de couro. A Primeira Guerra Mundial popularizou o uso do acessório, uma vez que os soldados precisavam de um jeito prático de saber as horas.

Voltado ao século XV, as corretes de ouro com pesadas pedras preciosas eram muito apreciadas tanto na Inglaterra quanto na Itália.

Ouro, prata, platina, todos os tipos de pedras preciosas que decoravam peças de pescoço, pulseiras, anéis e fivelas demonstravam seu status social.

Bracelete de pedras de Chris Hemsworth @ Reprodução

Na Idade Contemporânea, as joias foram trocadas por perucas, calçados ostensivos, rufos, meias de seda, lenços, etc. A nobreza, porém, continuou usando joias – que aumentavam ou diminuíam de tamanho de acordo com momentos específicos.

O segundo período do século XIX, entre o Império e o Romantismo ganhou a Era da Restauração. Houve poucas mudanças na indumentária feminina, porém, foi o auge da moda masculina. Enquanto Paris ditava as regras femininas, a Inglaterra dominava a masculina.

Entre 1800 e 1830, o ‘Belo Brummel’, George Bryan Brummell ditava as regras com o ‘dandismo’. O estilo ‘dandy’ era marcado pela distinção e sobriedade. As roupas usadas por Brummel eram impecáveis.

Braceletes de pedras de David Beckham @ Reprodução

Casaco, colete, calção ou calças compridas ajustadas não aceitavam bordados, joias ou qualquer acessório. Nas camisas, as golas eram altas e os pescoços eram adornados com o plastron – uma espécie de lenço, que, com seus nós sofisticados, deixavam a cabeça suspensa. A cartola ganhou status de poder econômico.

Com essas mudanças, praticamente as joias perderam espaço no guarda-roupa masculino.

Nos anos 20, elas voltaram a ser utilizadas, em especial abotoaduras, prendedores ou alfinetes cravejados nas gravatas. Os anéis também voltaram.

Joias em David Beckham @ Reprodução

A partir dos anos de 1960, no calor de diversos movimentos sociais que questionavam os valores pré-estabelecidos, homens deixaram os cabelos crescer e adotaram todos os tipos de joias – e bijuterias – como acessórios. Deste então, esse hábito tornou-se comum.

Até o mais careta dos moços não resiste a uma correntinha de ouro… Com crucifixo pendurado.

Momentos marcantes da joia masculina:

  • Os árabes perfuravam seus ouvidos porque acreditavam que isso pode ajudar a melhorar a visão;
  • Um jovem marinheiro tinha o direito de usar um anel depois de atravessar a linha do Equador;
  • Os artilheiros usavam brincos para salvar a audiência. Eles prenderam tampões de cera nos brincos;
  • Se um pirata morresse em terra, brincos serviam como taxa de funeral.

Sua opinião

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.