A marchand Ligia Testa apresenta a exposição “Sé Corsari faz o Mediterrâneo desaguar no Atlântico”, que acontece de 05 a 15 de novembro, no espaço Senzala da Sociedade Hípica de Campinas. O evento é uma das celebrações dos 78 anos do clube.
O vernissage acontecerá na quarta-feira, 04 de novembro, às 19h, com participação especial do DJ Luiz “Thunderbird” Fernando Duarte, também conhecido como Thunder, que é músico, apresentador e ex-VJ da MTV Brasil.

Composta por cerca de 130 quadros de Sé Corsari (pseudônimo de Sergio Corrias, 1924–2004), a exposição apresente um artista que “interpretou a brasilidade em suas pinturas por meio de uma relação sensível, afetiva e poética com o povo brasileiro, sobretudo da região nordeste”.

Além da exposição, uma parte das obras de Sé Corsari está no catálogo-livro trilíngue (português, italiano e inglês) que documenta a exposição, agrupando as pinturas por afinidades temáticas com comentários da curadora. A publicação foi idealizada pelo filho do artista, Fabio Corrias, e sua esposa Adriana. Eles comentam que a ideia nasceu “do desejo de preservar sua história, celebrar sua trajetória e fazer com que sua arte continue encontrando novos olhares. Porque um artista permanece vivo quando sua obra continua a tocar as pessoas”.
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Um pintor ítalo-brasileiro

As paisagens italianas foram o tema da primeira fase de sua produção pictórica. Nascido em 1924 em Bracciano, pequena cidade medieval próxima de Roma, ele morou em diferentes regiões da Itália. Emigrou para o Brasil em 1949, onde permaneceu por 11 anos.
Depois retornou para a Itália, onde morou e trabalhou em Milão e Pádua com a esposa Lilyan e o único filho, Fabio. Em 1975, retornou ao Brasil, mas fazia viagens frequentes à Itália, onde morreu em 2004 deixando um legado de mais de 500 obras e premiações em diversos países.

Por temperamento e formação, Sé Corsari optou pela figuração em sua pintura, revelando uma sensibilidade voltada para a tradição humanística da pintura comprometida com a observação, a percepção, o desenho, a composição e o domínio técnico.
“Corsari não reproduzia passivamente em suas telas o que via. Ele produzia uma nova imagem mediante passagens da referência pelos filtros de seu olhar, de sua sensibilidade, memória e experiência. Durante o processo criativo, formas eram simplificadas, cores acentuadas ou esmaecidas, proporções e posições ligeiramente alteradas, elementos reorganizados. E esta forma de pintar permaneceu com o artista durante toda sua vida”, finaliza Ligia Testa.
