Os melhores momentos de Aretha Franklin aconteceram entre 1967 a 1972

Aretha Franklin morreu no dia que Madonna completou 60 anos. A Rainha do Soul sabotou a celebração das seis décadas da Rainha do Pop. Sem comparações, claro, mas ambas foram significas em seus anos de glória.
Porém, o assunto aqui é Aretha. Foi a grande voz da música negra americana. Antes dela, Bessie Smith, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Dina Washington eram as referências.

Depois de Aretha, só Nina Simone e Whitney Houston atingiram o mesmo patamar. Porém, a vida pessoal de Nina a prejudicou em vários momentos (indico o documentário ‘O que aconteceu, Miss Simone?’, no catálogo da Netflix), Whitney, por outro lado, foi dona de números estratosféricos e milionários, cravando sucessos por quase duas décadas. Aretha, porém, teve seus melhores momentos entre 1967 e 1972.

Deles saíram ‘Respect’, ‘Baby, I Love You’, ‘Chain of Fools’, ‘I Never Loved a Man’, ‘Think’, ‘I Say a Little Prayer’, ‘(You Make Me Feel Like) A Natural Woman’ e ‘Rocky Steady’. Canções que a imortalizaram. E o principal: as gravações originais comprovaram o quanto ela era genial. Dona de um domínio absoluto da voz, ela interpretou canções de uma forma única, com uma voz potente, que parecia infinita.

Ouvir qualquer um de seus álbuns do período é ter aulas sobre interpretação vocal feminina na música para qualquer aspirante a cantora. Mesmo que alguns soem datados (é inevitável), ouvir um álbum de Aretha Franklin – daquela época – é garantia de sofisticação. Ela soube ser uma cantora refinada e elegante.

Porém, sua genialidade criativa foi se esgotando. Com o passar dos anos, ela foi se repetindo. Pior: se apropriou dos ‘truques’ da interpretação e entrou no campo do exagero, que beirou a cafonice. Seus fãs, claro, se acostumaram a vê-la repetindo as canções da época em centenas de apresentações. No final das contas, seu repertório ficou reduzido a oito ou dez músicas em seis décadas de carreira.

Seus louros – 18 Grammys (entre 1968 e 2008), Grammy Special (1991, 1994 e 2008), Hollywood Walk of Fame (1981), Rock and Roll Hall of Fame (1987) John F. Kennedy Center for the Performing Arts (1994), National Arts Medal pelo Presidente dos EUA (1999 e 2005), entre outros, a colocaram num Olimpo da música negra americana.

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