20 anos da morte de Greta Garbo

Nascida em 18 de setembro de 1905 em Estocolmo (Suécia), Greta Lovisa Gustafsson começou a trabalhar como modelo nas campanhas publicitárias de lojas de departamento aos 14 anos.

Estudou dois anos na Academia Real de Teatro Dramático e participou de dois curtas e dois longas entre 1920 e 1922. Conheceu o diretor finlandês Mauritz Stiller que a convidou para um papel secundário em ‘A Lenda de Gösta Berling’, em 1924, onde usou o nome de Greta Garbo. Em seguida, fez ‘Rua de Lágrimas’. Chamou a atenção do chefe do estúdio MGM Louis B. Mayer.

Greta Garbo @ Reprodução

Aí… Foi para Hollywood, onde foi ‘moldada’ pelo chefe de produção da Metro, Irving Thalberg, que a obrigou a fazer uma dieta, arrumasse os dentes e aprendesse inglês. Ele acreditava que seu tipo funcionaria para papéis de mulheres modernas e sofisticadas.

Greta Garbo @ Reprodução

Seu primeiro filme americano foi ‘Torrent’, em 1926. Seguiram-se sete outros na fase ‘Cinema Mudo’. Todos fizeram sucesso. O impacto de Greta Garbo nas telas logo a transformou numa das principais atrizes de Hollywood.

Com o sucesso, surgiu a fama de Diva. Ela começou a fazer exigências enquanto filmava. Proibiu vistantes, membros do estúdio, nos sets e obrigou a colocação de cortinas ou telas pretas a cercassem para evitar que técnicos e figurantes pudessem observá-la atuando.

Greta Garbo no filme ‘Como me Queres’ 1932 @ Annex

Seu primeiro filme falado foi ‘Anna Christie’, que trazia o slogan ‘Garbo Fala’. Em seguida, fez ‘Romance’. Pelos dois recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Receberia outras duas em 1937 (por ‘A Dama das Camélias’, considerada sua melhor atuação)’ e 1939 (por ‘Ninotchka’, no qual ela dá sua primeira e única gargalhada nas telas).
Além dos citados, dominou a década de 1930 com ‘Grande Hotel’ (1932), ‘Rainha Christina’ (1933), ‘O Véu Pintado’ (1934) e ‘Anna Karenina’ (1935).

Na medida que seu sucesso aumentava, mais discreta se tornava com sua vida pessoal. Isso contribuiu para criar uma mística a seu redor que ajudou a transformá-la em uma lenda.

Greta Garbo ‘Anna Karenina’ @ Reprodução

Claro que tanto segredo começou a despertar fofocas, principalmente sobre orientação sexual. Entre suas namoradas, Marlene Dietrich, Louise Brooks, Mercedes de Acosta, com quem teve um breve romance, mas uma amizade por mais de 30 anos.
Depois de sua segunda indicação no Oscar, seu nome surgiu numa lista chamada Box Office Poison (Veneno de Bilheteria), que apontava os artistas com altos salários, mas com pouco retorno financeiro para o estúdio. Era uma estratégia publicitária promovida pela imprensa para ‘baixar a bola’ das estrelas.
Apesar disso, estrelou o sucesso ‘Ninotchka’, que rendeu sua terceira indicação ao Oscar. Em seguida, ‘Duas Vezes Meu’, outro sucesso de bilheteria, mas fracasso de crítica. Foi seu último filme.

Depois de atuar em 28 filmes, aos 36 anos, ela se despediu das telas e começou seus afastamento da vida pública. Isso despertou uma feroz perseguição por parte da imprensa, a qual ela respondia com uma distância ainda maior.

“Quero estar só” foi a única explicação que deu para se isolar em seu apartamento em East River, em Nova York. Costumava passear pelas ruas de Manhattan com maxi óculos solar e cabelos compridos. E nunca mais falou uma palavra para a imprensa.

Em 1954, a Academia resolveu premia-la com um Oscar Honorário. Ela se recusou a ir a festa e a estatueta foi enviada pelo correio.

Em 1984, ela tratou um câncer de mama. Seis anos depois, em 15 de abril de 1990, aos 84 anos, morreu em decorrência de uma pneumonia e falência renal.
Deixou uma herança avaliada em 62 milhões de dólares para a sobrinha Gray Reinsfield.

Já era um mito. Tornou-se ainda maior quando virou ícone da cultura pop, como ser citada na famosa canção de Madonna de 1990.